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domingo, 16 de junho de 2013

VEJA HISTÓRIA DAS RADIOS PIRATAS EM BARCOS NA EUROPA ANOS 60

Quem viu o filme “Piratas do Rock” (“The Boat That Rocked” ou “Pirate Radio” nos EUA), deve ter se divertido com as histórias do pessoal de uma rádio pirata num barco, mas essas rádios piratas podem ter tido uma influência histórica muito mais importante do que se imagina.Responda rápido: Qual é a principal característica da essência do rock?
Se você respondeu rebeldia em prol da liberdade de expressão de valores humanos (sejam eles quais forem), parabéns, você tem uma boa noção da essência do rock e certamente já deve ter se perguntado por quê o rock se desenvolveu tanto no Reino Unido, mais do que em qualquer outro lugar do mundo, apesar de (segundo a lenda) sua orígem ter sido o blues, que nasceu nos Estados Unidos e evoluído para o rock’n'roll na segunda metade dos anos 50.OK… A Inglaterra sofreu com os bombardeios da Segunda Guerra Mundial e isso certamente levou à um bom grau de meditação sobre valores humanos, mas não seria suficiente para motivar a “rebeldia” contra os caminhos que a humanidade têm seguido (especialmente aqueles, que são impostos pelos governos) e certamente uma das mensagens mais comuns do rock clásico.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Qcf-sYdFdmY

Para ter sido o berço das mais importantes bandas de rock da História, como Beatles, Pink Floyd, Queen, Deep Purple, Led Zeppelin, Rolling Stones, etc. a Inglaterra certamente precisaria ter passado por alguma experiência histórica que inspirasse o surgimento de bandas desse naipe, bem como justificasse a influência cultural.
Enquanto aqui praticamente só se ouve axé, pagode, pancadão e sertanejo de qualquer jeito em qualquer lugar, lá no Reino Unido, o roqueiro tem fama de ser o mais exigente do mundo e muitos deles são audiófilos que preferem ouvir rock através das tradicionais mídias analógicas descartando a praticidade das mídias digitais, de modo a ouvir o som mais próximo possível do que se ouvía na época do auge de certas músicas.
Bom, deixando as minúscias da audiofilia de lado, a resposta para toda essa paixão britânica por rock, pode estar na época do grande “boom” do rock britânico, mais precisamente, no começo dos anos 1960.
Nesta época, a única rádio da Inglaterra era o monopólio estatal BBC (British Broadcasting Corporation), que durou até os anos 1970, mas… a BBC só podía transmitir até 5 horas de música gravada por dia.
Para piorar a coisa, em 1967 graças a um movimento encabeçado pela Musician’s Union e pela Phonographic Performance Limited (ou seja… a Indústria Fonográfica – Por quê sempre ela?), encurtou o tempo para no máximo 45 minutos por dia e com um detalhe: com o objetivo apenas de divulgação: as músicas ou não eram apresentadas na íntegra, ou os músicos se apresentavam ao vivo no melhor estilo “unplugged”, o que ficou conhecido como “needle-time”.
Mapa da localização das principais rádios piratas da região do Reino Unido em 1967.
Cá entre nós… você teria saco de só poder ouvir uma rádio e que não toca música praticamente de jeito nenhum? Pois é… Foi assim que entrou
em cena o auge da era das rádios pirata montadas em barcos ancorados a mais de 3 milhas do Reino Unido, transmitindo rock e música popular 24 horas por dia sem as restrições da lei vigente e sem a aporrinhação da Indústria Fonográfica que hoje se preocupa mais com brigas de Copyright do que botar música de qualidade no mercado e graças a isso vai de mal a pior.
Segundo estatísticas da época, cerca de 25 milhões de pessoas (metade da população britânica) ouvíam essas rádios diariamente e o índice de aprovação passava os 98%. (Para desespero das autoridades e gravadoras.)
Mas a festa não durou muito tempo… em 14 de agosto de 1967 foi criado o Marine Broadcasting Offenses Act, cuja “intenção e efeito era tratar como criminoso, qualquer pessoa que fornecesse músicas, comentários, publicidade, combustível, alimentos, água ou qualquer outro tipo de assistência, exceto para fins de salva-vidas, a qualquer embarcação, como uma salvaguarda aos acordos da Segunda Guerra Mundial.” Naturalmente, as autoridades deram um jeito de incluir aí a proibição de qualquer tipo de radiodifusão sem licença concedida pelas autoridades regulamentares de radiodifusão do Reino Unido.
A música “Radio Gaga” da banda Queen, certamente teve inspiração nessas rádios
Muitas dessas rádios ainda existem e muito disso se deve ao trabalho de entusiastas e fãs, que mantém alguns sites no ar, com fotos histórias e gravações originais da época, hoje compartilhadas através de vídeos no YouTube.
Muitos documentários foram feitos sobre elas.
Para que o leitor da Strix possa ter uma idéia melhor da história dessas rádios, listamos aqui um resumo da história de algumas rádios pirata famosas…

Radio Caroline South
Fundada por Ronan O’Rahilly, a legendária Radio Caroline original nasceu no barco Fredericcia que depois foi renomeado para Caroline e daí o seu nome. Transmitiu a 1485/1520 kHz (anunciada como “199 metros”, mas na verdade, 197,3 metros, bem no final da banda de ondas médias). Ficou na ilegalidade de 1964 a 1967.
Radio Atlanta, Radio Caroline North
O segundo barco da mesma “franquia” da companhia Planet Productions, começou um mês depois a transmitir como Radio Atlanta do barco Mi Amigo a 1169/1187 kHz (259 metros).
Em dezembro de 1965, os barcos já usavam os nomes Radio Caroline North e Radio Caroline South. O Mi Amigo afundou em 19 de março de 1980 numa tempestade.

Radio Caroline (De novo?)
Após várias tentativas de recomeço, através do barco Mebo2, em 1983, a Radio Caroline passou a transmitir do barco Ross Revenge a 558 kHz.
Desde fevereiro de 1999, a Radio Caroline passou a ser ouvida apenas via satélite (Eurobird 1 a 28.5° Leste, Sky, canal 0199) ou através de seu website.
A marca Radio Caroline pertence a outra companhia, não mais a Planet Productions, mas licencia a marca para outras rádios espalhadas pelo mundo.
Entre as incontáveis curiosidades sobre a Radio Caroline, ela teve um DJ chamado Johnnie Walker, que veio da Radio London, em 1966 e parte do filme “Piratas do Rock” foi filmado em seu barco atual, o Ross Revenge, que atualmente encontra-se em reforma, bancada por entusiastas… Aliás, houveram cenas que aconteceram realmente na Radio Caroline, que foram reproduzidas no filme.
Radio Veronica, VRON
A Vrije Radio Omroep Nederland ou “Estação de Rádio Livre da Holanda”, transmitiu das águas geladas do Mar do Norte de 21 de abril de 1960 a 31 de agosto de 1974, a 1562 kHz com transmissores tão potentes que podía ser ouvida até na França, onde o governo instituiu um imposto para quem tem um aparelho receptor de rádio ou TV que permanece em vigor até hoje.
Em 1975, legalizou-se como a rádio holandesa Hilversum 4 (“Radio 4″) mas com uma programação de acordo com os princípios do governo holandês… e ainda está na ativa.
Mas foi só em 1988 quando as rádios comerciais privadas passaram a ser permitidas na Holanda, que começou um movimento para que então em 1994, a Radio Veronica voltasse com seu estilo de programação tradicional, desta vez como uma rádio comercial legalizada na Holanda.
Radio London, Big L ou Wonderful Radio London ou ainda Radio Klif London
Transmitiu do barco MV Galaxy de 16 de dezembro de 1964 até 14 de agosto de 1967, ou seja… desligou seus potentes transmissores de 50 mil watts quando o Marine Broadcasting Offenses Act foi instituído.
Hoje a Radio London hoje só existe na Internet.
Radio Scotland
O ator (não o cantor) Paul Young foi um dos DJs desta rádio, que não era num barco, mas transmitia 1241 kHz. Em meio à programação “oficial”, programas da Radio Caroline, o que causou o motivo de seu fechamento, mesmo estando em terra.
Radio 270
Transmitiu do barco Oceaan VII e liderou uma campanha que ganhou dimensões políticas contra o Marine Broadcasting Offenses Act, mas não sortiu resultados, mas a rádio também é indicada como uma das que inspiraram o filme “Piratas do Rock”.
AVISO: A transmissão de rádio sem autorização das autoridades, além de poder afetar o sistema de navegação e comunicação de aeronaves e serviços de emergência como polícia e bombeiros, é crime.
(Mas para ter autorização no Brasil, você precisa extra-oficialmente, ter algum tipo de “rabo preso”, portanto não existem rádios realmente livres no Brasil, a menos que você tenha uma rádio online… até que os políticos arrumem alguma desculpa para proibir a liberdade de divulgação de idéias através delas também.)

Claudio Henrique Picolo

Claudio Henrique Picolo

sábado, 8 de junho de 2013

Presidente Dilma Rousseff aprova migração de 2 mil emissoras AM para faixa de FM

Presidente Dilma Rousseff aprova migração de 2 mil emissoras AM para faixa de FM

A presidente Dilma Rousseff aprovou a migração das emissoras de rádio AM para a faixa de FM. A proposta foi apresentada à presidente pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, nesta quinta-feira, 6.

A decisão atende a uma demanda da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e das Associações Estaduais de Radiodifusão, que consideram a migração das emissoras AM para os canais 5 e 6 de televisão o caminho mais adequado para o rádio AM brasileiro.

Atualmente, as emissoras que operam em ondas médias sofrem com níveis crescentes de interferências e ruídos que prejudicam a prestação do serviço.

“A decisão da presidente Dilma será fundamental para o futuro de mais de 2 mil rádios AM que poderão integrar-se ao atual ambiente de convergência, com mais qualidade de transmissão e condições de seguir prestando o relevante serviço ao país”, afirma o presidente da ABERT, Daniel Slaviero.

As condições para a realocação serão definidas pelo secretário de Comunicação Eletrônica do Ministério, Genildo Lins, que discutirá com a ABERT os termos de uma proposta a ser encaminhada, em regime de urgência, ao Congresso Nacional.

sábado, 18 de maio de 2013

Especialista afirma que site é tão importante quanto um transmissor novo para rádios

 
A professora Nair Prata, autora da tese Webradio: novos gêneros, novas formas de interação, afirmou que a criação de um site é tão importante quanto a aquisição de um transmissor para as rádios. A afirmação foi feita durante o seminário realizado em Recife, nesta quinta-feira, pela Associação de Empresas de Rádio e Televisão de Pernambuco (Asserpe) e promovido pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). O encontro reuniu radiodifusores e profissionais de emissoras de Pernambuco. 
Segundo a especialista, é fundamental para qualquer empresa estar na rede mundial, e não poderia ser diferente com o rádio. “A introdução da emissora no mundo digital é tão imprescindível quanto um transmissor novo e de maior potência”, afirmou a professora Nair Prata.
 
Segundo Nair, a emissora deve investir em sua inserção na internet. A criação de um site atrativo e funcional, que possibilite uma boa interação da rádio com os ouvintes, faz parte hoje do planejamento técnico e financeiro das empresas de radiodifusão. “O rádio passou por algumas modificações nesses últimos anos e uma delas é que hoje ele tem que estar presente em outras plataformas de transmissão. Na internet, uma emissora pode atingir tanto o público mais jovem, quanto chegar aos ouvintes que são da região, mas moram em locais distantes”, declarou a pesquisadora. 
 
Outro assunto que também foi debatido no seminário foi “Mídias Sociais”. Para o especialista e consultor de marketing digital, André Quintão, as redes sociais são outra ferramenta importante. De acordo com ele, o uso delas pode surpreender com resultados expressivos a partir de ações simples e de baixo custo, possibilitando inclusive o crescimento da audiência da rádio.
 
Segundo Quintão, quem decide investir nesse meio precisa se empenhar em um planejamento de marketing digital, e não apenas deixar perfis soltos na rede.  Ele apresentou cases com vídeos e fotografias de ações promovidas na internet que fizeram sucesso, alcançou proporções internacionais e geraram lucros.  “A emissora conhece melhor o seu público, agrega credibilidade à empresa e proporciona a facilidade em realizar ações específicas e de baixo custo. O nosso desafio é transformar essa exposição em lucratividade para o rádio”, afirmou.
 
Empresas especializam-se em serviços de internet voltados ao rádio
 
Hoje também existem mais opções ao mercado quando o assunto é serviços via internet. A cada dia novas empresas se especializam em oferecer produtos e serviços ao setor, que vão desde sites pré-moldados como também aplicativos desenvolvidos sob medida para as necessidades das emissoras convencionais. Uma dessas empresas é a Fabrica Host (clique aqui), que atua com serviços oferecidos ao meio rádio desde o início dos anos 2000. Hoje a empresa sediada em Londrina é responsável pelos portais, áudios via internet e aplicativos mobile de mais de 300 emissoras brasileiras. Os serviços desenvolvidos para as rádios também passam por mailing, representação comercial, consultoria de conteúdo, incremento de projetos em redes sociais, players especiais para interatividade, entre outros sistemas.
tudo radio

MiniCom vai cancelar centenas de licitações de rádio e televisão

O Ministério das Comunicações vai cancelar 304 concorrências de rádio e televisão feitas pelo governo Fernando Henrique Cardoso, entre os anos de 1997 e 2002. De acordo com o governo, os argumentos para a decisão são que os processos se arrastam há anos, os valores cobrados pelas outorgas estão defasados e, em alguns casos, envelopes com documentos se deterioraram.
As licitações até hoje não foram finalizadas. As respectivas concessões, portanto, não vêm sendo utilizadas e não há programação sendo gerada. Com o cancelamento dos certames, o governo do PT quer refazer as licitações. Segundo Genildo Lins, secretário de comunicação eletrônica do ministério, as concorrências se arrastaram devido ao processo burocrático anterior, quando as licitações não eram feitas em Brasília, mas nas delegacias regionais.
 
Extintas com o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, tudo o que não foi tratado regionalmente foi transferido para o Ministério das Comunicações. Muitos processos também se prolongaram porque concorrentes ingressaram com ações na Justiça contra adversários ou questionando o certame. Dos 304 processos que o ministério quer revogar, 10 se referem à outorga de geração de TV nos Estados de São Paulo, Pará, Rondônia, Goiás, Amazonas e Roraima. Os demais são de rádio.
 
O ministério não informou quantos processos já têm vencedores que apenas aguardavam a homologação do resultado pela pasta. Advogados de empresas sustentam que, ao menos em seis casos, o certame já estava finalizado. A Folha apurou que, no despacho a ser publicado, o governo vai definir um prazo para que os interessados entrem com recurso. 
 
O período será curto porque o objetivo é acelerar a revogação. "Não há mais segurança jurídica para tratar esses processos. Nessa situação, qualquer tentativa de prosseguir desrespeitaria a Lei de Licitações", disse Lins.
 
O ministério analisou a queixa de que envelopes com propostas foram "inadvertidamente abertos por servidores". A Polícia Federal investiga ao menos dois casos de possível adulteração. Como alguns documentos têm mais de 15 anos, a causa mais provável para o mau estado de parte da papelada é a própria ação do tempo.
 
Os documentos das delegacias regionais foram reunidos em Brasília num saco --guardado no ministério, ao lado de outras documentações pendentes de análise. Servidores contam que um colega decidiu arrumar a papelada e rompeu o lacre do saco, empilhando as pastas numa prateleira. O simples rompimento desse lacre já fere a lei, pela qual as propostas só podem ser manuseadas diante de uma comissão.
 
Além disso, muitos envelopes com os valores ofertados pelo serviço não estavam identificados. Segundo o governo, esses são os últimos processos de licitação não concluídos. O ministério informa também não saber quem é o "homem do saco" porque a abertura do lacre se deu em gestão passada.
 
Com informações da Folha de S.Paulo

Sancionada lei que altera regra para loudness

A presidente Dilma Rousseff sancionou na ultima  quinta-feira, 16 de maio, a lei 12.810/2013, que prevê mudanças na obrigatoriedade do loudness, regra para o controle de variação de volume entre os programas de rádio e TV e os intervalos comerciais.
A norma do loudness determina que o áudio da programação e dos intervalos deve ser padronizado de forma que a diferença entre eles não ultrapasse 1 decibel.

De acordo com o artigo 18 da lei sancionada, o loudness passa a ser obrigatório somente na tecnologia digital. O dispositivo, proposto pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) em emenda parlamentar, altera os artigos 1º e 3º da Lei 10.222/2001, que disciplina a padronizarão dos sinais de áudio.

Antes, a regra abrangia a tecnologia analógica, o que representava um problema para a radiodifusão, pois engenheiros do setor consideram praticamente impossível o loudness neste padrão.

De acordo com o presidente da Abert, Daniel Slaviero, a obrigatoriedade do loudness somente na tecnologia digital é um justo pleito da radiodifusão, pois “eram enormes as dificuldades de controle de volume no padrão analógico, além dos custos dispendiosos da operação”.
Outra mudança proposta pelo senador e sancionada na lei é que a partir de agora as penalidades do loudness serão remetidas para o Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4117/62).

Segundo Slaviero, essa alteração beneficia as emissoras na medida em que o CBT considera fatores importantes para o cálculo de multas, como, por exemplo, as condições econômicas das emissoras.  


fonte abert

sábado, 16 de março de 2013

Emissoras sem licença podem contatar Abert para regularização

deste dia 15 de março , a assessoria jurídica da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) começa a prestar um novo serviço às suas associadas.  As emissoras que funcionam em caráter provisório e que ainda não possuem licenciamento junto à Anatel passarão a receber consultoria da entidade. As prestadoras que se encontram nessa situação devem entrar em contato pelo e-mail juridico@abert.org.br ou pelo telefone (61) 2104 4603.
O diretor de Assuntos Legais da Abert, Rodolfo Machado Moura, lembra da importância de o licenciamento estar em dia. Somente depois de licenciada a emissora estará habilitada a veicular publicidade governamental ou a aumentar sua potência, por exemplo. “Pedimos a todas as emissoras associadas que estejam nessa situação para que entrem em contato conosco o mais rapidamente possível. Nós queremos tomar conhecimento de suas situações e ajudá-las a obter a licença junto à Anatel ”, afirma Moura.
 
Pela lei, o documento deve ser expedido, no máximo, 12 meses após o início da prestação do serviço de radiodifusão. As emissoras autorizadas a funcionar provisoriamente são aquelas que cumprem os seguintes requisitos:  publicação de decreto legislativo; contrato de concessão ou permissão celebrado com o Ministério das Comunicações; e aprovação dos locais de instalação dos equipamentos de instalação.
 
Com informações da assessoria de comunicação da Abert

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Futuro do rádio AM americano será debatido no NAB Show 2013

 

Não é só no Brasil que o futuro do rádio AM está em discussão. As emissoras de Ondas Médias dos Estados Unidos também encaram os novos desafios e oportunidades para a sua reinvenção. E isso será um dos temas a serem debatidos no NAB Show 2013, que acontece entre os dias 6 a 11 de abril, em Las Vegas. O evento é o maior em tecnologia de broadcast e mídia eletrônica do mundo.
Para moderar o painel sobre o assunto, com especialistas e engenheiros do setor, a Associação Nacional dos Radiodifusores (NAB, na sigla em inglês) convidou um representante da FCC, órgão que regula as telecomunicações no país. Estudioso sobre o futuro do Rádio AM, Ajit V. Pai, abordará as opções possíveis para manter e melhorar as emissoras de Ondas Médias.  São esperados pelos organizadores do evento mais de 90 mil participantes de 151 países e certa de 1,6 mil expositores.
 
Entidades voltadas ao rádio e televisão no Brasil estão organizando delegações e dando descontos para radiodifusores que desejam participar da feira. A Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) disponibilizou um banner eletrônico em seu site para facilitar aos radiodifusores o acesso à página eletrônica do evento.
 
A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) está organizando uma delegação de radiodifusores para o NAB Show. Associados à Abert/AIR interessados em participar do evento terão condições especiais, como entrada gratuita na Expo NAB Show e desconto na inscrição para o programa de conferências (veja aqui).
 
A Associação das Emissoras de Rádio e TV do Estado de São Paulo (Aesp) também oferece um pacote especial de descontos e vantagens para a NAB Show. A associação está organizando, paralelamente à programação oficial, eventos só para convidados, com oportunidades de contatos que podem concretizar e impulsionar seus negócios.
 
O NAB Show é um evento que transcende a radiodifusão tradicional e apresenta opções de produtos e serviços para entrega de conteúdo a novas telas e de novas maneiras. Suas conferências, feiras, palestras e painéis são dedicados ao assuntos relacionados a desenvolvimento, gerenciamento, produção e entrega de conteúdo em todas as mídias. O evento é promovido pela NAB, associação que representa as emissoras de rádio e TV nos Estados Unidos.
 
Com informações da assessoria de Comunicação da Abert

domingo, 30 de dezembro de 2012

Exclusivo: Bradesco Esportes FM fecha o ano com quatro FMs no ar. Recife ficou para 2013

 

A Bradesco Esportes FM 94.1 de São Paulo e demais estações que formam a sua rede nacional foi um dos projetos considerados novidades no mercado radiofônico do país. A intenção do Grupo Bandeirantes de Comunicação em criar uma rede 100% com a temática esportes saiu do papel através de uma parceria entre o grupo paulista, Grupo Bel e o Banco Bradesco. Já foram inauguradas quatro FMs ligadas a sua rede, enquanto a FM prometida ao Recife fica com uma previsão inicial de estréia para 2013. Acompanhe o panorama:
No ar desde o dia 17 de maio desse ano a Bradesco Esportes FM iniciou seus trabalhos em São Paulo através da estação que serve de cabeça de rede para o projeto. Logo depois vieram as emissoras de Porto Alegre (inaugurada no dia 15 de julho) e  Belo Horizonte (13 de agosto). A Bradesco Esportes FM 91.1 do Rio de Janeiro iniciou seus trabalhos em 26 de setembro, sendo a última rádio a integrar a rede esportiva em 2012. Existe mais uma FM prometida para a rede: trata-se da 97.1 do Grande Recife, emissora que segundo apurações feitas pelo Tudo Rádio, tem estréia prevista apenas para 2013, ainda sem data de inauguração agendada.
 
O formato da rede Esportes FM será em geração de programação via-satélite para as praças que compõe o projeto, porém com horários pré-definidos para trabalhos locais. A grade horária liberada para praças do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte ficaram distribuídas nas faixas das 10h às 12h, das 18h às 19h, e das 20h às 22h (horários de Brasília). A geração fica por conta de São Paulo, porém as jornadas esportivas terão produções locais, com destaque para as partidas dos times de interesse da praça em questão. O trabalho via-satélite estará mais presente na grade fixa. 
 
Desafios da rede em 2013
 
Além da implantação, a Bradesco Esportes FM terá que percorrer um longo caminho em 2013, enfrentando vários obstáculos que hoje estão presentes em seu dia-a-dia. Primeiro é a questão de audiência, já que o nome “Bradesco Esportes FM” ou “Esportes FM” aparece em último lugar nos rankings de audiência por minuto nas praças onde a rede atua (medidos pelo Instituto Ibope). Projetos de rádios jornalísticas levam mais tempo para evoluírem nas pesquisas, processo que será ainda mais lento em se tratando de um projeto inédito no mercado brasileiro (não havia rádios totalmente especializadas em esportes, sem que haja um foco no futebol).
 
A rede também enfrenta duas questões técnicas de destaque nos dois maiores mercados brasileiros: São Paulo e Rio de Janeiro. Na capital paulista a Bradesco Esportes herdou o canal que nos últimos anos ocupou a Oi FM, a 94.1 FM. Essa frequência é “apertada” por emissoras clandestinas que atuam no espectro FM da Grande São Paulo, dificultando a sintonia da estação por parte da audiência paulistana. A tendência é que o canal fique mais “livre” em 2013, auxiliando os trabalhos da FM. No Rio a Bradesco Esportes FM está com sua estrutura transmissora instalada em Petrópolis (local de origem de sua concessão), fato que gera algumas áreas de sombra em seu sinal na capital. Nos dois casos há trabalhos para que essas condições técnicas não sejam problemas na manutenção da Rede Esportes FM.
 
É importante lembrar que a marca “Bradesco” foi inserida apenas nas FMs de São Paulo e do Rio de Janeiro. Porto Alegre e Belo Horizonte atendem como “Esportes FM”. Das emissoras citadas apenas a FM do Rio não é originada da parceria entre o Grupo Bel e o Grupo Bandeirantes de Comunicação (a 91.1 FM pertence diretamente ao grupo paulista).
fonte:tudorádio